
Ela é a essência e a razão de tudo.
Maria Almira para alguns, mas para a grande maioria das pessoas, simplesmente Maninha. O diminutivo do nome é só carinho, porque, na verdade, ela sempre foi feita de grandeza, coragem e uma força que impressiona.
Desde muito cedo aprendeu que o trabalho dignifica. Ainda menina precisou se apartar dos pais e dos irmãos. Saiu da Caiçara para morar na cidade, na casa de parentes, para estudar e começar a construir o próprio caminho.
Foi no Magazine Modas, de dona Maria Belém, que deu os primeiros passos da sua trajetória empreendedora. Começou como vendedora. Aprendeu o ofício, ganhou a confiança e, quando dona Maria Belém precisou partir, foi Maninha quem permaneceu ali, firme, tocando o negócio.
Do casamento com Dário Leal vieram sete filhos: Ana Gleide, Anaurília, Daurílio, Darcílio, Analmira, Danilo e Denilson. E foi entre balcões, tecidos e dias longos de trabalho que Maninha criou cada um deles, garantindo educação, dignidade e oportunidades.
A vida, porém, também lhe impôs uma dor profunda. Dário partiu de forma trágica. Viúva, foi justamente ali, no trabalho e na responsabilidade com os filhos, que ela encontrou força para seguir. A loja deixou de ser apenas um empreendimento: tornou-se o caminho que sustentou a família e manteve Maninha de pé.
Com o tempo, o Magazine Modas cresceu. Não sem desafios. Foram anos de luta, resiliência e muitas superações. Muitas mãos passaram por ali e ajudaram a construir essa história. A loja amadureceu, ganhou novos contornos e se transformou na Artmanha, que hoje tantos conhecem.
“Mania de vestir com arte.”
Mas, acima de tudo, mania de trabalhar com coragem e amor.
Hoje são 77 anos de vida dela.
O tempo pode passar, mas jamais apagar os valores, a coragem e os princípios que fizeram de Maninha quem ela é.
Uma mulher que construiu muito mais do que um negócio. Construiu uma história, uma família e um legado.



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